domingo, 30 de maio de 2010

Eu choro,

porque a cada segundo que passa você parece estar cada vez mais longe de mim, a minha angústia é não poder fazer nada, nem ao menos ir atrás de você, por não poder estar ao teu lado, por existirem várias barreiras, condições e quilômetros nos separando, por necessitar ouvir tua voz todos os dias e quem sabe até mesmo por ter a consciência de que talvez nossos olhares nunca irão se encontrar ou que eu nunca serei uma "garota solitária a menos", talvez eu nunca farei parte do seu mundo, mas apesar de tudo isso... Eu te amo e nada, nem ninguém vão mudar isso, eu vou atrás do meu maior sonho, até o fim! <3

Quando estamos juntos,

 
meu coração começa a bater rapido, minhas mãos começam a suar, meu corpo todo treme e pra mim esses são os melhores sintomas do que eu sinto por você. Quando você me abraça eu percebo que seu coração bate rapido como o meu, mas não sei o motivo e isso me corroi completamente por dentro, então te pergunto. Você sente o mesmo ou só esta brincando comigo ?

E quando eu percebi,

minhas pernas estavam bambas meu coração disparado minhas bochechas coradas, meus estomago embrulhando, a mente ficando distante, sininhos tocavam em minha volta e tudo que conseguia sentir eram borboletas. É... Acho que estou apaixonada.

Por que é tão dificil te amar

Se você me deixa-se provar... Eu te faria a pessoa mais feliz do mundo de novo e de novo, até que Deus tirasse minha vida, eu iria te amar e eu vou te amar.

Amiga,

Você consegue dizer o que eu estou pensando só de olhar pra minha cara, você consegue me deixar alegre nos meus piores dias sem precisar fazer muito esforço. Você está presente na maior parte das minhas lembranças divertidas. E mesmo quando você me irrita, ou quando discutimos por coisas idiotas ou retardadas, não conseguimos ficar sem nos falar por mais do que alguns minutos... Talvez porque, uma melhor amiga como você, é quem está comigo em todos os momentos... Mesmo que talvez venhamos a tomar rumos diferentes e nos distanciar um dia, eu sei que sua amizade sempre vai fazer parte da minha vida. <3

Esboço da imortalidade.

Qual a utilidade do esboço da importalidade para mim, agora que nunca mais poderemos nos ver de novo, e eu passo todos os meus dias derramando lágrimas o suficiente para flutuar o seu despertar?

Até para mim.

“O tempo passa. Mesmo quando parece impossível. Mesmo quando cada batida dos segundos dói como o sangue pulsando sob um hematoma. Passa de modo inconstante, com guinadas estranhas e calmarias arrastadas, mas passa. Até para mim.”

Cada um que passa,

... em nossa vida, passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra. Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas quando parte, nunca vai só nem nos deixa a sós. Leva um pouco de nós, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito, mas há os que não levam nada.

Sonhe o mais alto,

.. que você puder, mas lembre-se: Quanto mais alto você sonha, mais alto pode ser a queda na hora da decepção. Não tenha medo de sonhar, porque caindo é que se aprende. (:
 

Tudo na vida,

... tem seu preço. Se você ganha alguma coisa, deve pagar por ela. E deve ser um preço exato, sem faltas, nem exageros. Porque, se isso ocorrer, poderão ocorrer danos no corpo que vaga na terra, na alma que se regojiza no céu, no destino que é alumiado pelas estrelas... ''
 

Há muitas coisas estranhas,

.. nesse mundo, contudo, não importa o quão estranhas sejam, sempre há alguém, pelo menos uma pessoa que hás vê. Se não fosse assim, não as acharíamos estranhas. Pessoas, pessoas, pessoas. As pessoas são os seres mais estranhos deste mundo.

Apague com um sorriso,

.. toda a tristeza que lhe invade a alma. Assim não dará os que te odeiam a alegria de te ver chorando, mas dará aos que te amam a alegria de te ver sorrindo.

Esta terra é feita de

PEACE AND LOVE! XD

tem coisas ;

que faço sem ao menos querer, faço apenas para ver se pra você estar melhor... mesmo estando ruim pra mim, mesmo doendo... eu sou capaz de fazer tudo por você, mesmo isso significando.. você longe de mim. Se você estiver bem, talvez esteja tambem

Cotidiano poético

O cotidiano é tão simples.

Impressionante o que se consegue transformar numa estrutura pré-existente. Temos as nossas 24horas do dia, das quais pelo menos sete perdemos dormindo. Não que eu considere dormir uma perda de tempo. Dentro do nosso tempo útil, deveríamos ter tudo sobre controle. Tudo é programado para continuar conforme o combinado.

Acontece que nada acontece como determinamos. Me pergunto como em dias tão idênticos acontecem coisas tão diferentes. Poderia dizer que nossa vida é uma série ordenada de dias industrializados mas que nunca saem em pefeita sincronia.

A nossa rotina é muito minimalista. Dentro do minimalismo existe o expressionismo.Para haver o mínimo precisamos do máximo. A cada minuto mudamos o nosso dia orquestrado sem mudar o roteiro. Tudo premanece nos mesmos horários, mas de alguma forma, conseguimos driblar a tirania da ordem e dar um certo jeitinho de cravar emoção.

Criamos desculpas para reclamar de nossa vida complicada. Quando percebermos que tudo é organizado e desorganizado por nós e para nosso prazer, veremos que tudo é muito mais simples do que parece. E portanto, muito mais interessante.

Nada mais desafiador do que saber todos os truques de um jogo. Quando conhecemos as raízes, podemos movimentar o tronco de todas as formas, pois saberemos sustentá-lo. Conhecer as minuciosidades de nossa vidinha é essencial para podermos destruí-la diariamente.

O interessante não é o durante. É o conjunto.

É de pequenas infrações que nasce uma Constituição. De pequenas loucuras, partimos para as insanidades. De verão, criamos o inferno de Dante. Não é o day after que me importa, mas aquilo que construo com minhas brincadeiras.

O dia é verso. A vida é poética.

Aquilo que não tem nome

Quando a música começa e algo entra pelo estômago. É como uma água bem gelada que fosse correndo pelo corpo e aos poucos, com o desenvolver do som, fosse esquentando. Confortando.

Quando me movimento é como se a partir do segundo inicial eu saísse do meu estado natural. Parece meio clichê, mas é uma sensação de descontrole. E ao mesmo tempo, um controle absoluto, maior do que qualquer momento antes. O meu corpo não se move porque lhe envio mensagens. Se move porque meu peito se sente assim. O meu peito dança.

Todos os segundos da minha vida estão presentes quando eu danço. Enquanto a música toca, ou enquanto há o silêncio, eu sou tudo. Eu sou todos. Não poderia responder perguntas. A luz me cegaria. Não poderia descrever melhor. Não sei direito. Só se sabe quando se está. Quando não se está mais, não se sabe.

Quando acaba, quando o último dedo da mão se imobiliza, é como se toda aquela energia mortal acabasse. Como uma luz que se apaga de repente. Tudo acabou. O sentimento, o poder, o controle, o esquecimento. Tudo veio com tamanha intensidade e foi vivido como se fosse o presente, mas se foi na mesma velocidade.

Sobre o amor.

Começa de uma forma tão engraçada. De um momento para o outro você olha para aquela pessoa de uma forma diferente. E no momento seguinte ela vira os olhos para você e então o desvio se faz mais do que necessário. Não queremos dar muita bandeira.

Depois disso passamos para a fase das conversas onde risadas servem com vírgulas. Ou melhor, as risadas servem como recheio para a falta de assunto. O cabelo é jogado para trás. A maquiagem é estratégicamente pensada para dar aquele ar natural. Tudo é maquiado para parecer natural. Seria naural dizer que quer te ver amanhã de novo.

Seria natural dizer que gosta de você. Então vocês se vêem. E tudo parece tão excitante. Ao encostar a mão na do outro já parece que estamos entrando no altar. Tudo é dormente. Tudo é dormente menos o nosso desejo. Menos aquele pensamento: "quando vai acontecer o beijo?". Esse não, esse não adormece nem por um segundo.

Praticamente se implora pelo beijo.

Então há o beijo. Aquele momento em que o eu se encontra com você. Aquele momento meio estranho. Sim, deixemos o romantismo de lado. Estranho. Você ia fazer uma coisa, ele fez outra. Mas talvez, por um segundo vocês tenham pensado a mesma coisa. Espera. Calma. Ah... agora sim. Então vamos aproveitando aqueles calafrios leves que vão ficando maiores.

Um dia você escuta um "eu gosto de você".

E então, nada nada nada nada no mundo te faria se sentir melhor do que "eu gosto de você". Talvez você consiga dizer que também gosta dele? Se você respirar mais algumas duzentas vezes, na próxima saia. E sai. E por um minuto, os dois estão voando tão alto quanto nunca se imaginaria. Porque vocês se gostam. E não há nada melhor do que gostar.

O telefone toca numa tarde chuvosa. É. É ele. Tudo acontece tão rápido. Você segura o celular e fica vendo aquele nome piscando e a música que você nunca antes prestara atenção. E quando você percebe aparece no visor: "uma chamada perdida.". Bom, muito bom. Ele te liga e voce não atende o telefone porque simplesmente não conseguiu segurar essa sua hiperat... Ele está ligando de novo.

Você atende. A voz parece melhor, mais grossa e mais decidida do que ao vivo. Você vão se ver em breve? Eu preciso saber. Porque eu tenho pensado muito em você.

Bom, de repente vocês pensam um no outro. Agora sim. Agora vocês têm algo de concreto. Nada mais concreto do que o pensamento mútuo. E nunca foi tão bom pensar que o outro está pensando em você.

Passam-se algumas semanas. A saudade aparece de vez em quando em conversas. Talvez seja melhor fingir que eu tenho outra coisa para fazer hoje. Ele fica com saudade. Ai ele quer me ver. E ai ele... "estou apaixonado por você.". Sim.

Sim.

Um sorriso. Um beijo. Depois disso vem o que? Vem o amor? Filhos? Casamento? O que vem depois da paixão? Eu posso querer algo mais do que a paixão?

Sim. Você pode. Um mês depois o "eu te amo" lhe parece escorrer pelos lábios. Aconteceu. Vocês chegaram lá. Nós chegamos lá. De um olhar timido passamos para o amor. E de forma tão natural. Afinal, tudo no amor é natural.

Porque no inicio nos contentávamos com gostar e agora só podemos ser felizes com treze "eu te amo" por dia? Porque não podemos simplesmente esperar as coisas tomarem o seu próprio tempo?

Agora, é nesse momento, nesse exato momento em que ultrapassamos a barreira do amor. O verbo passa a ser outro. "Eu te odeio." Eu te odeio. Eu te odeio. E brigas, e brigas. E muitas, muitas brigas. Os filhos, o casamento, o amor, os olhares, as risadas falsas... Tudo virou verdade.

O amor sobrevive da mentira, então? Não. O amor não sobrevive da mentira. O que sobrevive das imagens, dos risos, dos celulares, e variados, é aquilo que queremos acreditar que é o amor. Mas não é isso. Não é nada disso.

Nos convencemos de que o amor vence tudo. Nos convencemos de que com amor poderemos vencer tudo. E que assim que encontrarmos o nosso Romeu ou a nossa Julieta seremos felizes para sempre. Mas... eles não morreram? Será que o amor é aquilo que compramos com tanta ingenuidade?

Sim, o amor pode construir. Pode destruir. Pode causar aqueles calafrios. Pode causar as risadas. Mas no final, no final de tudo, o que resta são apenas duas pessoas. Dois humanos. Duas vidas. VIDAS.

O amor é antes de tudo, vida. E esquecemos disso. A vida não é excitante o tempo inteiro. E com certeza, a vida que está no outro não será excitante o tempo inteiro. Quando aprendermos a amar a nossa vida monótona e vazia, estaremos amando. E ao sermos, ao vivermos... amamos. E então, tudo será menos que perfeito. Mas, com certeza, será amor.

O amor é simples.

esse espelho,

me mostra uma pessoa com um fraco sorriso, que parece estar sozinha. não importa quantas vezes olhe, vejo que em seus olhos existe uma longa história, parece que entre tantas pessoas eu seria a única que poderia entender exatamente o que aquela imagem sentia. o brilho apagado de seus olhos me dava angustia, era como se estivesse chorando por muito tempo, chorando para si mesma um choro que não conseguia abafar, um choro que não controlava, que deixava apenas as lágrimas cairem sobre seu rosto. mas, de alguma forma, eu tenho certeza que apesar de ter o olhar apagado, ainda tinha esperanças e que seu rosto sereno estava pronto para defrontar a dor mais uma vez e procurar sua felicidade, que não desistiria, lutaria. aquela pessoa do outro lado do espelho tinha o olhar fixado em meu rosto da mesma forma que tinha o meu no dela e por alguma razão, quando paro para pensar... não quero acreditar que aquela pessoa no espelho possa ser eu.

olhar pra você,

me deixa nervosa, não consigo te encarar que logo me vem aquela vontade de vomitar e pular no seu pescoço, te jogar no oleo quente e em seguida colocar um pedaço de metal quente debaixo das suas unhas e arrancar uma por uma, te jogar em uma rampa de gilete em direção à uma piscina de álcool, deixar cair cera derretida sobre seu corpo indefeso, quebrar cada um dos seus dedos e decepar seus braço, arrancar seus cabelos um por um, brincar de atravessar pregos nas suas pernas, em seguida cortar seu pescoço lentamente com uma lâmina enferrujada... seria divertido. esquenta não, esse é o meu amor por você. sz

quero mostrar,

que estou aqui também, que não sou mais uma das pessoas que se contentam em serem chamadas de 'normais'. quero ser diferente, mostrar que não vão ver outra pessoa com o meu jeito e, que não é por não me encontrar nos padrões da 'normalidade' que sou uma pessoa ruim. serei do meu jeito.
 

i'll also,

show you a sweet dream next night.

os meus sonhos,

me envolvem não apenas durante as noites mas em todos os momentos e, apesar de me desiludir diversas vezes, ainda tento realizar os meus sonhos. não me tornei uma pessoa infantil, quanto menos descrente, mas permanecerei sonhando&sorrindo por todo o meu caminho, porque assim as coisas ficam menos complicadas e consigo iluminar o que está ao meu redor.
                    

com o tempo,

você aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la. começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas, que não importa o que você tem e sim quem você tem. nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.  
( William Shakespeare )

enquanto,

estivermos assim não precisarei ter medo ou me sentir só. porque tudo que quero nesse instante é apenas te ter por perto, te sentir assim... então, por favor, não pergunte mais nada.. apenas me dê mais alguns momentos para aproveitar essa sensação.

uma vez ouvi falar,

que é normal amar, e desde aquele momento fiquei pensando.. para mim quem ama está disposto a conviver com loucuras frequentes. como pode alguém amar em plena consciência? sem abrir um sorriso gigantesco quando ouve a voz de quem está amando ou permanecer indiferente perto deste? quem consegue fazer isso, pelo menos para mim, não está amando.
''amar incondicionalmente?''
não existe amar com condições

sei que deveria ser forte,

que não deveria me apaixonar.. mas que culpa eu tenho se quando me sinto só penso imediatamente em você? quando quero correr e só consigo ir na sua direção? se gosto da sensação do meu coração batendo acelerado contra meu peito quando te vejo? se você tem uma maneira só sua de me surpreender e encantar a cada instante? se nada mais me importa quando sei que você está ao meu lado?

aprendi,

a sufocar o grito na minha garganta e apenas deixar as lágrimas cairem sem fazer barulho para que não ouvissem a minha dor. aprendi que alguns medos podem nos consumir da mesma forma que alguns pesadelos nos perseguem e que não adianta tentar enganar o coração para impedir as lágrimas que inssistem em cair. mas, aprendi também, que a maneira com que lidamos com nossos problemas poderá nos deixar tanto mais frágeis quanto mais fortes e que apesar de não sermos inabaláveis, ainda podemos acreditar nos nossos sonhos mesmo podendo perde-los.

amar,

 
é dar tudo se si, entregar-se de corpo e alma para a pessoa que ama, sendo amado ou não. é aceitar sem pensar nas conseqüências. é querer o melhor para quem você ama esquecendo de si mesmo. é sentir o coração se despedaçar a medida que sente a pessoa que ama mais distante de você. é chorar, mesmo que por dentro, ao sentir que não está tudo bem. é sorrir ao lembrar da pessoa que ama. é rir apenas se lembrando dos momentos que passaram juntos. é sentir seu coração disparar apenas com a aproximação da pessoa que ama e acima de tudo querer gritar para o mundo todo anunciando que está amando.

Mas eu sempre penso...

que vou guardar no meu coração todas as minhas lembranças tristes até o fim. Mesmo que sejam lembranças tristes que me machuquem muito... mesmo que sejam tão tristes que eu queira esquecer sobre elas para sempre! Se eu puder suportá-las e não fugir delas... então, um dia... um dia isso vai me fazer uma pessoa mais forte. Eu quero... acreditar nisso. Eu quero acreditar que nenhuma lembrança nunca deve ser esquecida para sempre. Todas as minhas lembranças... eu vou mantê-las em meu coração, e sempre acreditar nelas. Porque eu quero acreditar que nenhuma lembrança deve ser esquecida. Um dia... um dia elas me farão uma pessoa mais forte! E um dia... em algum momento... elas estarão distantes da tristeza... eu quero acreditar.

Não é que de repente...

eu tenha me tornado alguém mais forte. Meu corpo ainda treme. Mas mesmo assim... temos que dar o primeiro passo... superar nossas fraquezas. O mais importante é a vontade de seguir em frente!"

O amor...

Não é sobre lágrimas infelizes que se vão junto com ele
Estas lágrimas somente deixam meus olhos secos e me machucam
Eu amo este destino.

Somente entre eu e você
Eu quero aceitar seus sentimentos ardentes
E estar acompanhada por você sempre
Apesar de sua estupidez, rosto em lágrimas e de seus defeitos, eu ainda o amo.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Ser vampiro é

não é apensa beber sangue e sair a noite, tem muito mais atraz disso do que contam nos livros. você não fica pirado no começo, você fica apenas.. com fome. ok, não é a mesma fome normal desses seres humanos idiotas. é uma fome real e sedutora. o sangue pode paracer, para você, a pior coisa da vida. mas experimente, sinta o gosto que ele tem... não precisa ter dentes caninos e afiados para ser um vampiro, não precisa. você, para começar, tem que beber muito sangue, essa vai ser sua dieta agora, depois você vai ficar forte como um toura, mas não vai virar um touro. você vai ser rapido, agil e muito bonito. mas não, você não vai ficar palido, você terá a pele normal, porem gelida como conta nos livros, e seu perfume vai ser atraente a todos, você terá qualquer um em sua mão, qualquer um. ser vampiro é ser um sanguessuga, e ter agilidade em qualquer situação e ser atraente a quem quiser ter em suas mãos.

AMOR SEM FIM

tudo passava lentamente ao meu redor. eu sentia sua doce e quente respiração em meu pescoço. seus labios me tocaram como rosas vermelhas caidas do ceu. seu sorriso se abriu ao me olhar sorrindo. nos olhamos por meio minuto, e só eu então percebi que estava com o garoto certo no lugar certo. a praia estava linda sobre o luar. as ondas cortavam a praia com uma suavidade que eu duvidade ser capaz. senti minha pele se congelar e então ele me abraçou mais forte. senti seu corpo mais perto. seu rosto foi chegando mais perto, e então nosssos labios se encontraram. tudo estava perfeito. tudo. te amo, disse-me ele se afastando um pouco e olhando o mar, depois voltando o seu olhar a mim. ele me ama, pensei comigo mesma. isso era um sonho, um amor que não podia ter fim.'

NEM EM SONHOS, QUERIDO!

sem sentir o vento em meu rosto, eu corri o quanto pudi. não queria voltar a estaca zero de novo. e estar com ele me deixava muito pra baixo. apesar de eu ama-lo não podia ficar em seus braços. seu perfume ainda ardia em meu nariz e seus braços ainda estavam firmes no meu corpo. escapei não sei como de suas garras mortais. meu pensamento estava vazio e ogora eu oude ver claramente. ele não era o cara perfeito pra mim. cheguei em casa as presas, subi até meu quarto e me tranquei. analisei todas as hipoteses, e nenhuma delas me levava a perdoa-lo. além dele ter me traido, me fez sentir odio por aguém que eu amava. ele não me dava apoio e me desesperava com seus sumiços. ele não me merecia. nem em sonhos.

ASSIM SERIA

'  e se um dia tudo isso acabar? se ficar sem sentido nenhum a minha paixão por você? e se eu me arrepender de ter te escolhido pra mim? o que pode acontecer? as vezes penso no errado, mas quero que der certo. quero que a minha paixão não seje passageira da felicidade. queria que a maldade não existisse. queria te ver sorrindo então, queria tê-lo em meus braços a cada instante, e te dizer que te amo a cada momento feliz e infeliz.

SERIA APENAS ILUSÃO?

'    Senti minha pele se arrepiar, meu sangue arder e meus labios secarem. Olhei mais uma vez para seu rosto. Aquele rosto perfeito sem nenhuma emoção. O que seria de mim sem ele agora? Seria uma pedra jogada ao mar, sem valor algum. Eu o queria perto e ao mesmo tempo longe. Sabia que ele não era o tipo de cara que meus pais adorariam ver a filha caçula de mãos dadas. Mas o que eu podia fazer? Meu coração se acelerava quando ele me tocava, minhas mão tremiam ao encontro das mãos dele. Meus labios se congelavam quando eu sintia a sua respiração em meu pescoço. Eu o amava e era isso que importava.'

terça-feira, 18 de maio de 2010

Anjo da Morte

Com um sorriso falso no rosto e o sofrimento escondido por baixo de varias camadas de sombra preta que lhe cobria os olhos. Ela sorria, esbanjava a felicidade que não tinha. Que nunca teria. Ela era um produto e apenas isso. Ela era usada por todos. E nunca se importava. Era mais fácil desse jeito. Ela tinha medo. Corria. Chorava. Tudo em silêncio. Sozinha. Sozinha, era como ela sempre estaria. A mão amiga, ela recusava. Pensava. Mais tarde aquilo a machucaria. Ela ocultava os sentimentos. Ela queria gritar. Queria se entregar ao nada. Mas apenas continuava a sorrir.

“As mascaras caem, um dia” disseram-lhe uma vez e tudo que ela desejava era que a dela caísse também, para que finalmente pudesse viver. Ela se escondia, de novo. Sozinha. Sangrava. Pedia ajuda. Mas era apenas a escuridão. E essa, nunca poderia ajudá-la. Então, ela se afunda. Ela rir durante o dia e chora durante a noite. Ela esta com pessoas que a fazem rir, não com as que a fazem feliz. Ela encontra a solução. Que é suja e perversa. Que vai fazê-la se sentir bem. Que vai fazê-la se sentir mal. Então, tudo se torna um vício. As cores escuras. A falta de amor. A solidão. Os risos histéricos e o sorriso falso. Mas era a única saída. Fingir não dói. O flashe da foto de recordação que guardam o sorriso falso - que dói o rosto - e os olhos magoados - que ninguém nunca veria.

Ela perde o amor de quem deveria amá-la, ou ela acha que perde. Ela se torna merecedora de nada. Ela é apenas mais uma derrotada. Ela se liberta do vício enquanto chora voltando pra casa. Ela decide pelo pior. Sofrer. Ela se afunda no poço. Ela desiste de tudo. Viver é apenas conseqüência de quando ela se levanta de manhã. Viver é apenas um pequeno fato. Nenhum pouco importante. Ela sobrevivia, respirava. Apenas pra que não causasse dor a única pessoa a quem amava. 
Então, ela acha de novo a solução. Ele estava tão mal quanto ela. Eles tinham os mesmos problemas. Ele a resgatou do poço. Jogou-lhe uma corda e puxou-lhe. Ela estava vendo a luz. Aproximava-se. Lentamente. Ela sairia da escuridão. A luz clareava seu corpo, clareava sua mente. Mas ele começou a perder as forças. A puxar-lhe mais de vagar. Às vezes ele nem lhe puxava. Mas ela ainda acreditava nele, ela ainda via a luz. Quando ela apenas precisava que ele lhe estendesse a mão e a tirasse de lá. Ele estendeu-lhe a mão. Ela solta a corda e segura a mão oferecida. E depois ele a solta. A queda é longa. O baque no chão é dolorido. A perna quebrada. O coração despedaçado.

Ela luta. Vence - acha que vence. Ela sai do poço. Ela não permite que nada se aproxime. Inviolável. Ela não luta mais pela felicidade. Ela foge dela. Ela constrói uma muralha, ao redor de si. Tijolo por tijolo. Alta o suficiente para que ninguém veja como ela realmente é. Ela se perdeu. E nunca se encontraria. Ela cria novas distrações. Novos amigos. Eles a ajudam. Mas ela não se ajuda.

Então, ela continua, dia apos dia. Com um sorriso falso no rosto e o sofrimento escondido por de baixo de camadas de sombra negra - como seu coração, como sua alma - que colore suas pálpebras. Ela não quer tentar. Ela tem medo de tentar. Ela se perdeu há muito tempo, e não tem mais a certeza se quer se encontrar.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Quebrada

Quando te perdi, eu caminhei rápida, frenética, desesperada, pelas ruas do centro, da cidade, do mundo, à sua procura, à procura de qualquer sinal da tua presença, do aroma do teu perfume no ar, da sua vibração, qualquer sinal que desmentisse a sua partida. Não encontrei. Não encontrei nada.
Por muito tempo você foi tudo o que eu vi a qualquer lugar que olhasse, por muito tempo você estava em todos os lugares, estava em mim. E então, de uma hora para a outra, você não estava ali. Você não estava em lugar nenhum. Você não estava mais em mim, e eu estava vazia, uma carcaça vazia e sem utilidade. Me faltava uma parte. Eu estava quebrada, defeituosa. por estar sem aquele pedaço, por estar sem você, eu estava sem mim.
E hoje, agora que finalmente eu me tenho de volta - ainda que nunca completa -, eu nunca mais saí as ruas caminhando rápida, frenética e desesperada à procura de ninguém além de mim mesma. Ninguém além de você.

A Última Noite de Inverno - Parte 5. (Final)

Levantei-me quando o relógio badalou meia noite e o último dia de inverno estava oficialmente começando. Estava na hora de fazer o que eu tinha que fazer.


Caminhei lentamente até o interior da casa e entrei em um dos quartos. O antigo quarto de papai e de certa forma meu, já que nas noites muito frias de inverno dormíamos naquela enorme cama de casal abraçados tentando nos aquecer.


Abri o maleiro do guarda roupa e para chegar até ele tive de subir em uma escrivaninha ao lado da cama, se não, não alcançava. Era impressionante como tudo estava no seu devido lugar, como ninguém tinha entrado ali nem para roubar nada. Com um pouco de esforço consegui pegar a caixa aveludada, desci do móvel cambaleando muito, de uma forma desajeitada e engraçada, por pouco não caí.


Fui em direção ao banheiro que ficava no corredor e puis a banheira para encher, deixando na água fria mesmo. Saí de lá e me sentei novamente na poltrona, depositei a caixa aveludada no colo sorrindo de canto. Passei a mão pela tampa delicadamente e a abri fazendo com que o brilho da lua nova iluminasse o objeto de metal.


O peguei cuidadosamente para não me cortar, era uma adaga belíssima, ou sai como muitos preferem chamá-la. Era totalmente de aço inox - aqueles que se usam em cirurgias e que não enferrujam - a lâmina não era comprida, porém um pouco larga e muito afiada. O punho era recoberto de pedras, rubis e jades além de ametistas. Aquilo valia ouro, mas meu pai nunca o venderia e eu também.


Coloquei-a novamente na caixa e deixei a tampa aberta. Levantei da poltrona e comecei a me despir até o ponto em que fiquei apenas com o leve tecido da calcinha e que meus dentes batiam fortemente, andei de volta ao acento pegando meu precioso brinquedo.

Com o objeto em mãos e praticamente nua me dirigi a porta para abri-la, foi o que fiz. Quando o vento frio bateu em meus cabelos negros me arrepiei por completo e os dentes começaram a bater com fúria. Dei um passo. Depois outro. Andei até estar pisando na neve e respirando com dificuldade, parecia que eu estava respirando o ar em seu estado sólido de tão pesado.


Levantei a adaga e o brilho da lua cintilou em uma de suas extremidades, sorri. Virei o pulso para cima e em um movimento rápido puxei o objeto metálico ao seu encontro, fazendo um corte profundo. Mordi o lábio inferior para abafar um grito de dor.


O sangue começou a escorrer e cair na neve, manchando-a de um vermelho escuro quase preto. Deixei com que pingasse e fui entrando lentamente em casa, deixando uma trilha de sangue por onde quer que passasse, ao longe ouvi os lobos uivarem, era exatamente o que eu queria.


Meu rosto se contorcia com dor, porém meus olhos brilhavam. Um brilho doentio e enigmático. Comecei a andar em direção à banheira.


Cheguei ao local meio que cambaleando devido à perda de sangue. Aproximei-me da banheira e comecei a entrar nela. Encolhi o corpo ao sentir a água extremamente gelada. Deitei lentamente na mesma com o pulso ensangüentado para fora, estava sorrindo. Fiquei em silêncio até que minha vista começou a ficar pesada; o sofrido e doloroso latejar do pulso cortado eu quase não sentia mais, e por causa disso eu já sabia que estava morrendo.


Na ultima força que tive consegui abrir os olhos pela ultima vez e vi ali me olhando da porta uma matilha inteira de lobos, com seus olhos demoníacos e seus dentes a mostra, o que pude demonstrar fora um sorriso de canto e depois tudo escureceu.
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- Papai, porque o senhor gosta tanto do inverno? - Perguntou uma garotinha no colo do pai, o olhando carinhosamente.


O homem por sua vez a olhou sorrindo e se pôs a explicar:


- Sabe o porquê minha querida? - ela afirmou negativamente com a cabeça - Por que tudo que começa no inverno termina nele mesmo, mesmo que seja no inverno do outro ano, a magia está em onde quer que você olhe, a misticidade desta estação é deslumbrante.


- Não entendi. - A pequenina o cortou, totalmente confusa.


Ele sorriu e a tirou do colo, olhou-a nos olhos afagando seus cabelos em um cafuné nada sutil, ela bufou.


- Você é muito nova para entender essas coisas, quem sabe quando crescer. - Ele sorriu e indicou o jogo no tapete felpudo. - Agora vamos terminar o nosso jogo, está bem?


A menina correu para o tapete esquecendo todo aquele assunto de magia e da estação fria, voltou a brincar, como toda criança deve fazer em uma noite fria de inverno



Fim

A Última Noite de Inverno - Parte 4.

Por ter vivido boa parte da minha vida dentro de uma redoma de vidro, sempre fui muito ingênua para as malicias do mundo, para as malicias dos homens...

Carlos, um dos meus antigos colegas de classe ficava me olhando de uma maneira estranha onde quer que nos encontrássemos. Ele já não falava mais comigo, porém mesmo assim me olhava daquele jeito que me deixava constrangida, com um sorriso indecifrável nos lábios.

Rafael não gostava dele, isso era visível em seu semblante, além de que sempre estavam brigando. Eu defendia Carlos dizendo a ele que estava exagerando. A única coisa que ele fazia era me pegar pelos ombros, sacudindo-me levemente dizendo, quase aos berros, que as intenções do rapaz comigo não eram boas e que ele apenas queria me defender. Mesmo com 17 anos eu não sabia nada sobre essas segundas intenções da parte do Carlos.
Duas semanas depois enquanto eu voltava para casa, (desta vez sozinha já que o Rafael teve de ficar na escola um pouco mais) Carlos apareceu com mais quatro amigos e veio com uma conversa estranha para cima de mim; eu estranhei e tentei correr para casa, mas eles me seguraram e começaram a me agarrar. Comecei a gritar imediatamente, todavia eles não paravam. Para solucionar o problema eles taparam a minha boca e me arrastaram para um beco sujo e escuro, me prensando em uma parede molhada e viscosa, fedendo a infiltração.

Quando eles já terminavam de tirar a minha blusa Rafael apareceu, só que ele estava sozinho, portanto em desvantagem. Eles começaram a brigar e meu amigo apanhava, mas eu não queria que isso acontecesse só que mesmo assim não conseguia fazer nada.

Sentada e estática observava a tudo aquilo chorando em silêncio. Quando o susto já tinha, de certa forma sumido, eu resolvi agir.

Posicionei a minha mão como apoio para me levantar e acabei me cortando com algo pontiagudo, ao invés de exclamar com dor, sorri. Virei o rosto e me deparei com uma afiada lâmina de vidro, meu sorriso se alargou e instantaneamente a agarrei com força como se ela fosse fugir sem me importar se o sangue já caía das minhas mãos e escorria em direção ao antebraço.


Levantei-me em um pulo, andando com cautela para não me notarem e quando já estava perto o suficiente me atirei sobre Carlos, cravando-lhe a lâmina do peito, empurrando-a até ver a ponta do outro lado do corpo do maldito. Os amigos fugiram como gatos acuados, com o rabo entre as pernas, enquanto Carlos uivava de dor. Após alguns segundos, que para mim pareceram eternidade, eu puxei a lâmina novamente. Algo que se antes era espelhado agora era carmesim.


O desgraçado caiu no chão com um baque surdo, olhos sem brilho e a boca entreaberta, ou seja, morto. Porém não tive tempo para observar aquela cena que me iluminava os olhos, pois estava ocupada demais em correr Rafael, só que era tarde demais. O mesmo se encontrava caído no chão com o corpo todo ensangüentado e gemendo baixinho.

Eu mais do que depressa fui ao seu encontro e abracei o corpo quase inerte de modo desajeitado, pousando sua cabeça em meu colo enquanto sussurrava ao seu pé do ouvido que estava tudo bem. Ele me olhou com os olhos trêmulos que já começavam a perder o brilho e tentou sorrir-me de um modo acalentador, o que não fora algo muito bem sucedido. Começou a falar com dificuldade, a voz rouca e trêmula, três palavras que fizeram meu coração tremer, essas foram: “Eu te amo”. Incrédula o fitei nos olhos e ele apenas se deu ao trabalho de sorrir levantando o braço com o intuito de me acariciar o rosto de leve, ao sentir o toque fechei os olhos. Senti que o mesmo queria falar algo mais e o olhei novamente, as forças lhe faltaram e seu corpo faleceu, fazendo com que o braço que estava levantado caísse no chão pesadamente. Naquela hora, o céu chorou sobre nós.

Mais uma vez fiquei ali chorando sobre outro corpo morto, desta vez os pingos da chuva me acariciava a pele de um modo que eu achei que fosse até para tentar me confortar. A polícia não tardou, porém mesmo com os poucos minutos sucumbi ao desespero, beijando a face falecia de forma ávida, querendo talvez transferir um pouco de vida de um corpo para o outro.

Os dias que se passaram depois daquele acontecimento não foram dos melhores devido ao fato de ter tido os processos, enterros e etc.. Foram dias duros para mim e tudo àquilo só fez com que a minha situação piorasse, fazendo com que tivesse pesadelos ainda piores à noite. Pesadelos cheios de sangue e rostos de angustia, àquilo me fazia bem, eu ria dentro de meus sonhos e era eu quem fazia tamanhos estragos.

Várias vezes tentei cortar os pulsos apenas para ter o prazer de ver sangue jorrar. Consegui fazer com que vários psicólogos saíssem do ramo apenas com meus comentários, e alguns chegaram até mesmo a me recomendarem psiquiatras.

Depois de alguns meses o processo teve fim e eu fui livrada de qualquer e total culpa que pudesse me acusar, tinha matado uma pessoa naquele dia sim, porém em legitima defesa. Os amigos de Carlos foram presos e eu senti que um peso tinha sido retirado das minhas costas.

A Última Noite de Inverno - Parte 3.

"Die... die... die"

- A morte é traiçoeira não é papai? – ri rodando o vinho no copo. - A gente nunca sabe quando ela resolve nos pegar, mas dessa vez quem vai pegar alguma coisa sou eu, sabia? É a sua menininha agora é uma mulher esperta e eu vou provar...Soltei a taça no tapete, manchando-o com o vinho e rachando o objeto do mais puro cristal, ri. Olhei para a cor avermelhada e comecei a me recordar do dia da morte do papai.


Era de madrugada e o ultimo dia de inverno, o gelo começava a derreter. Na noite anterior comemorei o dia do meu aniversário junto com meu pai nas montanhas, apenas nós dois. Voltávamos devagar, devido à pista molhada e conversávamos animadamente, porém ele acabou se distraindo justo no momento em que um animal cruzava a pista, eu gritei tentando avisá-lo, só que já era tarde demais.


O carro capotou várias vezes, descendo em uma ribanceira. Eu estava usando o cinto de segurança e no banco de trás, por isso escapei quase que ilesa da situação. Mas, o vidro do carro se partiu com os choques que ele teve no chão, e meu pai que estava no banco da frente acabou por se machucar seriamente. Algumas lâminas fincaram no seu corpo, abrindo suas entranhas e permitindo que o sangue jorrasse sem dó nem piedade. Fiquei por várias horas chorando sobre seu corpo inerte, sem me preocupar se minha roupa estava se sujando de sangue, ou não.


Quando a ambulância chegou eles tentaram nos separar, o corpo já não tinha vida, mas mesmo assim eles nos separaram, eu gritei, chorei e me esperneei só que eles não permitiam que eu ficasse com o homem que mais amava, ao invés disso eles pegaram uma seringa e espetaram no meu braço, eu senti uma picada, e depois, mais nada. Acordei no outro dia em uma cama de hospital gritando, eu queria você papai, porém você não aparecia, você não estava mais conosco, tinha ido embora.


Enquanto eu chorava um dos médicos entrou no quarto junto a uma mulher escancarando a porta com violência. O homem demonstrava preocupação e tentava me acalmar, mas a mulher não, ela ficou o tempo inteiro encostada no batente da porta olhando-me com desdém.


De imediato não a reconheci, mas depois eu me lembrei que era uma parente distante, uma tia que nunca mostrou interesse por mim ou por papai. Quando descobri que ela que iria cuidar de mim, percebi na hora que minha vida nunca mais seria a mesma.


Todas as noites eu tinha pesadelos estanhos, sonhava com mortes e por incrível que pareça eu ria disto. Minha tia me chamava de louca e os psiquiatras sempre diziam a mesma coisa: eu não tinha superado a morte de meu pai, e isso provavelmente nunca iria acontecer.

Eu tomava remédios controlados, tarja preta mesmo. Os poucos amigos que eu tinha se afastaram de mim fazendo com que os anos passassem em uma lentidão e com um sofrimento que nenhum ser seria capaz de suportar, além de mim. Algumas vezes eu tive crises, tentei matar minha tia com qualquer objeto que aparecesse na minha frente. Ela, por sua vez, tentou me internar em um manicômio gritando e alegando que eu estava doente, que ela não merecia carregar um fardo tão pesado quanto eu.

Os médicos apenas aumentavam as dosagens de meus remédios.

A Última Noite de Inverno - Parte 2.

- Inverno... – Balancei a cabeça sorrindo e indo em direção à janela, esfregando as mãos que mesmo com luvas teimavam em continuar geladas.

Continuei olhando a foto ternamente enquanto me recordava de cada fato ocorrido naquele dia. Era meu aniversário de oito anos e eu havia implorado a papai para que o fizéssemos no chalé nas montanhas dele, um lugar lindo e aconchegante, principalmente no inverno, a época em que estávamos e a que eu mais gostava. As árvores ficavam sem folhas, tirando alguns pinheiros; toda a área era cercada por montanhas que se encadeavam e que ficavam com o topo branco devido à neve. Aquela vista deslumbrava qualquer um, e mais ainda se o céu estivesse avermelhado, fosse na aurora ou no crepúsculo, ambos tingiam a neve branca perfeitamente. Vendo aquela cena a única coisa que conseguíamos sentir era... amor.

Ri com meu pensamento, amor?! Ora que bobagem, nem sei o que isso significa. Àquela garotinha de oito anos já não existe mais, talvez existisse se aquelas coisas não tivessem acontecido, mas aconteceu. Eu não devia me referir a ela como a mim, como se fôssemos uma única pessoa, aquela garotinha é outra pessoa, é apenas lembranças de um passado longínquo que nunca mais tornaria a ver, a ter, a viver.

Afastei-me da janela e mergulhei na penumbra azulada do chalé, ouvindo ao longe os lobos uivando para a lua cheia.

Aproximei-me da lareira com o intuito de me aquecer, porém o fogo estava quase extinto e o calor que saia de lá era a mesma coisa que nada. Suspirei pesadamente sentando na posição de lótus perante a lareira e me curvei para pegar mais lenha. Coloquei a madeira no fogo e remexi com um espeto de ferro, melhorou, mas nem tanto.

Varri o lugar com o olhar e me levantei para pousar o porta-retrato na mesinha da sala, não podendo deixar de notar que tudo estava muito sujo, mas isso não fazia diferença, pois não iria ficar por muito tempo ali. Bufei. Pelo menos me dei ao trabalho de retirar as teias de aranhas, parecia que eu estava num sarcófago e que ninguém entrava lá há anos. Mas era exatamente isso, ninguém entrava naquela casa a pelo menos vinte anos. Passei a mão no móvel e não consegui conter um espirro. Aquela poeira toda estava irritando meu nariz.

- Que seja...

Peguei uma taça de vinho tinto entre os dedos trêmulos e sentei-me preguiçosamente no tapete felpudo, perto do fogo que agora estava bem melhor, bebia aquela bebida com delicadeza e classe assim como eu pai fazia.

Sorri de canto, um misto de malicia e ingenuidade, lembrando-me de como ele tomava seus vinhos, com os olhos vidrados no fogo da lareira como se estivesse pensando em algo que lhe roubava toda a atenção enquanto eu ficava com uma xícara de chá fumegante nas mãos, sempre indagando o porquê de ainda não poder tomar o liquido avermelhado. Ele sorria e dizia que tudo tinha seu tempo. No outro dia ele morreu.

A Última Noite de Inverno - Parte 1.

Estava precisando me isolar por um tempo desde que aquele maldito inferno havia começado e isso já não era mais segredo a ninguém, pelo contrário, tava mais do que evidente minha frustração e revolta. Apesar de ter vivido praticamente a minha vida inteira cercada de pessoas eu sempre estive sozinha. Era como se eu fosse uma ilusão ótica, eu podia gritar, chorar, destruir o que tivesse ao meu redor e nem se dariam ao trabalho de dirigir-me o olhar ou até mesmo movimentar um milímetro do corpo para saber o que acontecia no local. Era como se para eles eu não existisse e talvez, quem sabe, também acontecesse comigo em relação à àqueles seres.

- Imbecis! – me soltei na poltrona empoeirada rindo compulsivamente como se aquilo fosse a piada mais engraçada que já tivesse escutado em toda a minha vida. – Vocês são todos um bando de imbecis, seus mesquinhos inúteis! – gritei novamente em plenos pulmões, já com lágrimas nos olhos, o pescoço arquejado para trás e as mãos na barriga. A própria que já dava sinais de que aquela crise de risos já estava indo longe demais.

Aos poucos fui me acalmando e isso ocorreu devido ao fato de ter me lembrado de uma pessoa diferente de todas as outras, meu pai. Ele era diferente em todos os ângulos, porque enquanto as pessoas eram inescrupulosas, egoístas e estavam sempre procurando pelo dinheiro ele estava lá comigo, me levando a passeios e me fazendo rir, era um homem integro e bondoso, além de que talvez tenha sido a única pessoa que realmente se importou comigo, que me protegeu de tudo e de todos.
O único problema é o fato de que ele não está mais aqui e que desde então começou este inferno que infelizmente chamo de vida. Mas eu vou voltar a ficar junto dele.
- Ahh papai... Você não é que nem os outros, não é? – sorri de uma maneira quase que doentia pegando delicadamente um porta-retrato na mesinha ao lado da poltrona. Na foto havia duas pessoas, estes eram uma menininha e um homem adulto a abraçando.

A garotinha trajava um delicado vestido de renda, um cachecol envolto no pescoço e nas pernas rechonchudas uma meia calça. O pequeno casaco de lã era o leito para a delicada trança de lado, fazendo com que as madeixas negras realçassem ainda mais os olhos amendoados que a jovem possuía. O homem, magro e esguio, era de certa forma bonito. Os cabelos negros estavam bagunçados e lhe davam um ar de juventude que infelizmente o tempo retirou. Por estar abraçado a criança seu corpo pendia para frente fazendo com que o sobre - tudo negro o tampasse quase que por completo, deixando à mostra apenas uma parte onde se via uma calça social escura. Seu sorriso era terno e os seus olhos transbordavam bondade. Atrás deles se via um enorme chalé de madeira, uma construção antiga e bela, tinha o telhado totalmente tingido de branco, era neve.
Suspirei desviando o olhar, me lembrava daquele dia como se fosse ontem, era meu aniversário e a penúltima noite de inverno, eu era aquela menininha.

Fada dos Sonhos

Existem fadas madrinhas, fadas do dente, porque não uma fada dos sonhos?!

Elas estariam sempre ali - quando a realidade estivesse nos sufocando, quando a justiça e a crueldade das pessoas nos maltratando, quando achassemos que tudo está perdido -, para nos acalentar com seu doce e inebriante mundo de sonhos.

Este seria um mundo muito melhor, onde os visinhos sorririam para você quando passasse, onde o céu é sempre límpido e as nuvens feitas de algodão doce; um mundo onde não existiria maldade, que as crianças poderiam brincar livres nos parques sob o olhar vigilânte e atenciosos de seus pais; um mundo onde os animais correriam livres e sem ameaças, onde ninguém engordasse. Um mundo onde você fosse feliz ao ponto de poder voar de tão leve que estaria sua alma.

Que a fada dos sonhos atenda todos os nossos desejos e que mesmo que por apenas um momento, nos conceba a alegria eterna.

do ódio ao rancor.

 do ódio ao rancor.


 Com o tremor do seu peito, sentia que as mãos estavam a se fechar. Relaxou, respirou e chorou. Tentando deixar escapar da mente todo o horror que lhe passava. Tentando não fazer o que desejava que, ao certo, o faria arrepender-se depois.

o amor, áh o amor.

minhas pernas estão bambas, acho que estou voando. Minhas mãos tremendo, minha barriga formigando. Olhei pro lado, pro outro, nada vi; Qual seria o motivo pra todo esse alarme. Perdi o ar quando percebi: você vindo por ali quebrando a esquina, olhando pra mim como só você faz, andando do seu jeito estranho, com suas roupas estranhas, me fazendo sentir de uma maneira estranha a melhor coisa que já senti.

meus medos.

Fechei a porta, as janelas. Engoli em seco. Me cobri, me escondi embaixo do cobertor achando que assim me salvaria, mas do quê? O que estava a me esperar do lado de fora? Ao certo, o medo do MEU desconhecido.

individualismo?

Se eu pudesse seria a minha própria estilista; desenharia as minhas próprias roupas, calças, blusas e afins. Teria alguém só pra costurar pra mim. Me faria.
Se eu soubesse combinar as core, decoraria a minha casa, eu desenharia o meu sofá, o meu guarda-roupa, a minha cama. Minha casa seria o espelho das minhas ideias.
Se eu fizesse um curso de mecânica consertaria meu próprio carro, ou talvez montaria o meu mesmo.
Se eu fosse eletricista faria as redes da minha casa, eu mesma.
Se eu fosse cobradora ou motorista de ônibus eu não cobraria a minha passagem. Se eu exercesse todas as funções existentes e se todos fossem da mesma maneira, não existiria porquê de ninguém precisar de ninguém. Mas, todos nós sabemos que isso NÃO EXISTE, então… POR QUÊ CARA, POR QUÊ? Por quê as pessoas ainda insistem em crer que podem realizar todas as suas tarefas sem que precisem de ninguém?; por quê esse individualismo quando todos precisamos de alguém, de um ombro, de uma vida pra que sejamos completos e sãos.

Dia Ruim

  Todo mundo tem um dia em que se acha menos importante para todos. As pessoas ao seu redor passam e não te enxergam.
Logo hoje?
Você se arrumou, maquiou, perfumou, se ajeitou. Demorou séculos no banho, pra quando saísse, através da fumaça de um sabonete incrivelmente contagiante, todos te olhassem, elogiassem, te percebessem.
Mas hoje tudo saiu dos eixos, suas piadas não foram engraçadas, pelo contrário, foram mal entendidas; seu jeito foi considerado espalhafatoso; seu sorriso estava sem energia, sem amor, sem alegria.
Mas porquê? Porque você mesma estava vazia, estava extremamente oca; e isso era transmitido sem que percebesse. Você até que tentou esconder, por trás da maquilagem, das roupas bonitas, do salto 15cm, mas não deu. O seu ‘mau dia’ transpareceu, se fez presente em todos os seus atos; e quando seu sorriso não é verdadeiro, os à receber também o farão.

Como dizia o velho ditado: “Se com ferro fere, com ferro será ferido”.