Quando te perdi, eu caminhei rápida, frenética, desesperada, pelas ruas do centro, da cidade, do mundo, à sua procura, à procura de qualquer sinal da tua presença, do aroma do teu perfume no ar, da sua vibração, qualquer sinal que desmentisse a sua partida. Não encontrei. Não encontrei nada.
Por muito tempo você foi tudo o que eu vi a qualquer lugar que olhasse, por muito tempo você estava em todos os lugares, estava em mim. E então, de uma hora para a outra, você não estava ali. Você não estava em lugar nenhum. Você não estava mais em mim, e eu estava vazia, uma carcaça vazia e sem utilidade. Me faltava uma parte. Eu estava quebrada, defeituosa. por estar sem aquele pedaço, por estar sem você, eu estava sem mim.
E hoje, agora que finalmente eu me tenho de volta - ainda que nunca completa -, eu nunca mais saí as ruas caminhando rápida, frenética e desesperada à procura de ninguém além de mim mesma. Ninguém além de você.


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