
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Primeiro beijo.
Seus grandes olhos verdes me fitavam com um notável prazer, deixando-me sem opções a não ser encará-la de volta. Sua respiração - desigual a minha - estava compassada e seu peito descia e subia a cada suspiro com imensa graciosidade. Podia escutar o rumo de seus pensamentos, e aonde eles acabariam. Disfarçando tal nervosismo, levantei um de meus braços, guiando minha mão até a cabeça, onde penteei com os dedos meus cabelos para trás. Sorri timidamente, mas a garota a minha frente ainda mantinha firme o traço reto de seus lábios, e não mostrava qualquer intenção em mudá-los tão fácilmente. A conexão que sustentava nosso olhar se fortalecia a cada novo segundo, e todos os meus músculos sentiam vontade de se contrair para criar uma defesa sobre mim. Certeza. Dúvida. Confiança. Desejo. Eu não sabia o que sentir ao certo. Seus olhos pareciam penetrar minh'alma, e eu tinha medo da intímidade que eles conquistavam de meu corpo. Todos os meus sentidos insistiam em rejeitar tudo aquilo, mas meu subconsciente, sempre contraditório, anseava por mais atenção daquela pequena mulher. Com uma atitude não pensada, corri minhas duas mãos até sua cintura, postando uma de cada lado de seu corpo. Quase me fiz boquiaberto ao receber um sorriso gentil em resposta, acompanhando da forma mais boba aquele curvar de lábios tão explendido. Finalmente relaxei, toda a tensão de antes estava sendo jogada aos ares, e eu agradecia por aquilo. Passos curtos de minha parte tornaram-nos mais próximos, e eu quase sentira o calor de seu corpo misturar-se ao meu. Desviei inevitávelmente meu olhar de seus olhos, observando o desenho perfeito de sua boca, logo retornando a manter aquela conexão. Numa fração de segundos, senti seus lábios encaixarem-se sútilmente nos meus. Fechei meus olhos instintivamente. Tive de prender a respiração por algum tempo enquanto pensava no que fazer. 'Vamos lá cara, não é tão difícil ter seu primeiro beijo' , gritava uma voz incessávelmente dentro da minha cabeça, me deixando ainda mais confuso. Comecei a movimentar minha boca vagarosamente, me adaptando ao seu ritmo calmo. Logo nossas línguas estavam se massageando, bailando como se houvesse uma música dando vida a elas. As pequenas mãos dela tocaram minha pele, eletrizando todo meu corpo. Senti suas unhas acompanharem a linha da minha coluna e todo meu corpo se estremecer em seguida. Tudo parecia parar naquele momento, era tão único. Tão especial. Seu corpo se pressionava contra o meu com certa vontade, mas eu tinha medo de tornar minhas carícias atrevidas e de forma delicada, fui deixando o beijo mais lento, até transformá-lo em apenas tocar de lábios. Abri meus olhos de forma preguiçosa, percebendo que a garota fazia o mesmo. Sorri satisfeito ao voltar a prender nosso olhar, me sentia realizado. Apenas tê-la em meus braços era o suficiente agora. Sentir seu corpo no meu era como um prêmio, e eu não trocaria por nada. A garota dos meus sonhos. O beijo dos meus sonhos. O momento que, dos meus sonhos, deram mais vida a minha realidade. 

Vampire.
Ela estava presa em seus braços fortes e quentes, a sensação de estar se consumindo em segundos á deixava aflita.
Tentava escapar de seus olhos devoradores e sua fome de sangue humano.
Aquilo era uma necessidade.
Ele a apertava, com a intensão de matá-la lentamente. Suas mãos na cabeça da mulher branca dos cabelos negros, o fazia querer devorá-la mais depressa.
Seus olhos a fitaram, e em um movimento singelo se pôs os dentes afiados e compridos no pescoço delicado.
Ambos fecham os olhos. Ele solta um amargo sussurro..
- Welcome the world of vampires!
Tentava escapar de seus olhos devoradores e sua fome de sangue humano.
Aquilo era uma necessidade.
Ele a apertava, com a intensão de matá-la lentamente. Suas mãos na cabeça da mulher branca dos cabelos negros, o fazia querer devorá-la mais depressa.
Seus olhos a fitaram, e em um movimento singelo se pôs os dentes afiados e compridos no pescoço delicado.
Ambos fecham os olhos. Ele solta um amargo sussurro..
- Welcome the world of vampires!
Dois é melhor que um.
Nós estavámos no jardim de casa, era outono e as folhas estavam caindo. Deitados na grama, você fazia carinho no meu cabelo. Era impressionante como eu sempre, todos os dias, durante todas as noites e manhãs me derretia por você. Parecia tão perfeito, tão surreal. Mas não! Estava aconteçendo. Suas mãos tocavam meu rosto, e eu te abraçava com um medo enorme de te perder para outra pessoa. E esse medo, acabou me consumindo. Naquele mesmo dia, você olhou nos meus olhos e me disse: "Me desculpe. Eu te amo, mas não posso mais continuar com isso. O problema sou eu, não você." Como assim? Se você me ama, e se o problema é com você, porque eu tenho que pagar por isso? Não acha injusto demais? Sem entender, não disse nada. Nem um simples, "Tudo bem", porque realmente, não estava tudo bem, nada estava bem. Mas de repente, quando você se foi, pegando suas malas e saindo no seu carro, eu começei a pensar. Talvez não fosse para ser, e por ter tanto medo de te perder, eu te perdi. Te perdi para mim mesma.
E caso você pense em mim, lembre-se que dois é sempre melhor que um. Eu posso te aquecer do frio e ser seu travesseiro. Qualquer coisa, ainda estarei aqui.
E caso você pense em mim, lembre-se que dois é sempre melhor que um. Eu posso te aquecer do frio e ser seu travesseiro. Qualquer coisa, ainda estarei aqui.
caminhos
Eu te vejo ao longe. E eu queria poder abrir a porta e ver seu rosto, apenas mais uma vez. Deixo lágrimas pelo caminho. E eu queria te dizer ainda tantas coisas. Quando poderei te ver novamente? Eu nunca quis que fosse assim. Nunca.
E eu só queria poder voltar. E eu queria poder abrir a porta e ver seu rosto. Você prepararia um chá para nós, e quem sabe conversaríamos em frente a lareira. Deixo tudo para trás. Juro, nunca quis que fosse assim.
Só queria poder ver seu sorriso mais uma vez. Deixo lembranças pelo caminho. E eu só queria voltar correndo. Te ver sorrir mais uma vez. Nós conversaríamos, e você secaria minhas lágrimas. E eu me desculparia por ter feito isso, e você me perdoaria. Eu nunca quis fazer isso. Mas fiz. Juro que não era minha intenção sair assim.
E eu só queria poder ouvir seu riso mais uma vez. E você diria que tudo ficaria bem, deitaríamos no sofá, e quem sabe eu adormeceria por estar cansada de tudo. Eu não queria ter feito isso. Nunca quis machucá-lo. Nunca, e você sabe disso.
E nós dormiríamos abraçados no sofá, eu acordaria no meio da noite, e veria você me observando. E eu diria, diria que eu nunca quis partir, não sem antes ter a certeza que te levaria junto.
E agora eu estou indo. Você fica para trás. Deixo nossas lembranças pelo caminho. Foi muito fácil fazer a mala, mas nunca imaginei que seria tão difícil deixar para trás o que não coube nela.
E eu juro, nunca foi minha intenção magoá-lo. Acabei me magoando também. Só queria poder voltar, e iríamos sair pela manha juntos, levar o cão para passear, e quem sabe mais tarde conversaríamos. Eu nunca quis partir.
Eu só queria poder dizer mais uma vez que te amo. Mais agora estou indo, sem você. E te deixo no caminho, junto com lágrimas e um passado não tão ruim. Juro que nunca quis deixá-lo, mas é isso que estou fazendo hoje.
E eu só queria poder voltar. E eu queria poder abrir a porta e ver seu rosto. Você prepararia um chá para nós, e quem sabe conversaríamos em frente a lareira. Deixo tudo para trás. Juro, nunca quis que fosse assim.
Só queria poder ver seu sorriso mais uma vez. Deixo lembranças pelo caminho. E eu só queria voltar correndo. Te ver sorrir mais uma vez. Nós conversaríamos, e você secaria minhas lágrimas. E eu me desculparia por ter feito isso, e você me perdoaria. Eu nunca quis fazer isso. Mas fiz. Juro que não era minha intenção sair assim.
E eu só queria poder ouvir seu riso mais uma vez. E você diria que tudo ficaria bem, deitaríamos no sofá, e quem sabe eu adormeceria por estar cansada de tudo. Eu não queria ter feito isso. Nunca quis machucá-lo. Nunca, e você sabe disso.
E nós dormiríamos abraçados no sofá, eu acordaria no meio da noite, e veria você me observando. E eu diria, diria que eu nunca quis partir, não sem antes ter a certeza que te levaria junto.
E agora eu estou indo. Você fica para trás. Deixo nossas lembranças pelo caminho. Foi muito fácil fazer a mala, mas nunca imaginei que seria tão difícil deixar para trás o que não coube nela.
E eu juro, nunca foi minha intenção magoá-lo. Acabei me magoando também. Só queria poder voltar, e iríamos sair pela manha juntos, levar o cão para passear, e quem sabe mais tarde conversaríamos. Eu nunca quis partir.
Eu só queria poder dizer mais uma vez que te amo. Mais agora estou indo, sem você. E te deixo no caminho, junto com lágrimas e um passado não tão ruim. Juro que nunca quis deixá-lo, mas é isso que estou fazendo hoje.
Seus olhos
Tento ver com clareza o que há por trás de seus olhos, tão amargamente direcionados aos meus. Tento encontrar, neles, alguma resposta, ou até mesmo alguma pergunta. Qualquer nada vale mais que a imensidão de dúvidas pela qual estou mergulhada, tão profundamente.
Olho, retorno a olhar, mas nada. Não consigo extrair resposta alguma, de seus olhares frios e sem vida. Talvez não haja nada. Talvez seja, mais uma vez, coisas de minha cabeça. Mas ainda insisto em procurar o que não existe. Insisto em achar que há algo, por mais que eu olhe e não encontre.
Já não sei mais quanto tempo irei perder, para poder entender que dentro de seus olhos só há uma escuridão sem fim. Não sei em quanto tempo vou encontrar a saída, do labirinto pelo qual me perdi, dentro de tais olhos. Talvez, a saída seja teu coração. Mas é uma tarefa um tanto quanto árdua, conseguir encontrá-lo. Sempre acreditei que você não o tinha, confesso. Mas terei de encontrar, para quem sabe junto a ele encontrar paz, felicidade.
Olho, retorno a olhar, mas nada. Não consigo extrair resposta alguma, de seus olhares frios e sem vida. Talvez não haja nada. Talvez seja, mais uma vez, coisas de minha cabeça. Mas ainda insisto em procurar o que não existe. Insisto em achar que há algo, por mais que eu olhe e não encontre.
Já não sei mais quanto tempo irei perder, para poder entender que dentro de seus olhos só há uma escuridão sem fim. Não sei em quanto tempo vou encontrar a saída, do labirinto pelo qual me perdi, dentro de tais olhos. Talvez, a saída seja teu coração. Mas é uma tarefa um tanto quanto árdua, conseguir encontrá-lo. Sempre acreditei que você não o tinha, confesso. Mas terei de encontrar, para quem sabe junto a ele encontrar paz, felicidade.
Minha Felicidade
A noite se torna mais obscura ainda, sinto sua falta arder a cada músculo de meu corpo.Uma dor arrebatadora que me tira o ar, e me faz sofrer, sozinha, na mais profunda escuridão.
Se pelo o menos você existisse, se nos momentos tristes eu tivesse algo para me lembrar de nós dois.Mas não, você apenas não passou de um sonho, um sonho que se torna a apagar a cada dia, eu não quero esquecer, não quero, não posso, porque senão, aonde estará a felicidade ?
Se pelo o menos você existisse, se nos momentos tristes eu tivesse algo para me lembrar de nós dois.Mas não, você apenas não passou de um sonho, um sonho que se torna a apagar a cada dia, eu não quero esquecer, não quero, não posso, porque senão, aonde estará a felicidade ?
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