“Mas ninguém é de ferro”, ela tentava pôr em sua cabeça esse velho dito, mas não adiantava, o sorriso maléfico era o que aparecia, como convite de entrada a uma casa feliz. “MENTIRA, casas felizes não existem”, só nisso ela acreditava.
Após a primeira e única lágrima, naquele rosto sem alguma ruga aparente, não mais ouveram sorrisos; ela também não empenhava-se em chorar. Ela só vivia,curta e grossa, seca, apenas existia. Cansada de todas as decepções e tentativas de uma vida com risos sinceros, ombros à oferta-lhe conforto, em vão; buscava, mas não encontrava nada, ninguém, nem a ela mesma.
Ao olhar-se no espelho imaginava, “meu futuro, eu sou meu futuro, meu amigo”. O futuro dela não existia, não um diferente, mas o mesmo de sempre: RANCOR, MÁGOA, TRISTEZA.
E ela seguia, sem se abrir, sem querer demonstrar-se quem realmente é, seguia sem que ninguém soubesse ao certo quem ela era, por isso sozinha, sempre sozinha e

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Me diz o que achou a respeito do texto?:) Quero saber a sua opinião. ;)