quinta-feira, 6 de maio de 2010

O que eu quero.

Eu vivo me perguntando o que eu quero. E eu vivo cheia de dúvidas, se quero, quando quero. Eu pareço a pessoa mais egoísta do mundo. Mas pensando bem. Eu queria que a idiotice dominasse o mundo, queria que o mundo fosse bobo sabe. Queria que todo mundo acordasse de manhã e fosse comprar pão com meias nos pés. Queria ter tanto quanto um rico, e queria que um rico tivesse tanto quanto eu. Logo, queria que todos tivessem a mesma coisa. E eu queria que todos fossem inocentes, delicados, e até infantis. Queria que toda pessoa que olhasse achasse bonito um menino soltando pipa e uma menina brincando de boneca. Uma criança com um pirulito, e um menino com uma bola de futebol. Queria que todos fossem apaixonados. Que todo mundo tivesse um par, sabe? E que esses pares fossem tão fieis quanto pinguins. Que fosse um único par, para a vida toda. Eu tava até pensando... talvez o que eu mais queira nesse momento é a verdade. A verdade de tudo. Desde uma verdade pequena, até as verdades grandes do país, do mundo, do tudo. Mas como não é assim, eu criei o meu mundo. É, acho que quando se confia demais nas pessoas, acabamos magoados, desiludidos. Isso não quer dizer que a confiança não deve ser depositada. Até deve, mas junto com a observação, a cautela. Por isso, o meu mundo é fechado, é só meu... Eu disse que pareço a pessoa mais egoísta do mundo. Ter um mundo próprio é difícil. Mas consigo me enganar e pensar que sou cada vez menos frágil e desprotegida. Quando na verdade estou cada vez mais vulnerável e dependente. '' É uma cilada, Bino!". Talvez seja mesmo uma cilada. Mas enquanto não há bobeiras e verdades... pensei ainda, que poderia unir tudo que eu quero em apenas uma palavra. Penso mesmo que é o que está faltando. Amor? É, amor. Não quero me preocupar se alguém tem mais que eu, eu quero é que todo mundo tenha as mesmas coisas. Nem quero que me julguem, não quero que me proíbam sempre, mas preciso ser repreendida às vezes. Agir com amor, é disso que falo. Sensibilidade. Olhar o mar pode ser uma viagem a um mundo surreal, e sentir a brisa pode ser a mais delicada carícia, para uns, claro. Mas para os que faltam amor, pode ser apenas '' olhar o mar''. E isso é um perigo. Por isso, acho que todos deveriam olhar para o céu e... e tentar enxergar bichinhos, pessoas, seres estranhos nas nuvens. Pode até ser divertido. E garanto, é muito melhor que roubar, matar ou esconder dinheiro na cueca, na meia. Essas brincadeiras aí? Ah, não estão com nada!

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