terça-feira, 4 de maio de 2010

hm.

Em uma noite dessas ele pediu para que eu descrevesse o que significava pra mim. Parei por um instante pra ver o que poderia dizer. Ele sorrindo, esperando uma resposta, e em minha mente passando tantas coisas, tantos motivos para amá-lo, odiá-lo. Pensei por alguns minutos e cheguei à uma conclusão. Poderia dizer que o amava, o desejava. Dizer o quão lindo é, e como é fácil ficar horas e horas sem fazer nada, apenas o olhando. Observa-lo é insuficiente, e que não deveria gastar míseros segundos piscando sendo que poderia estar com os olhos grudados nele. Poderia dizer que deixar de tocá-lo é impossível, e que o desejo se espalha em meu corpo a cada olhar. Poderia dizer tantas coisas, mas nenhuma palavra definiria o que ele é para mim, preferi então dizer: Nada pode descrever. Com um sorriso no rosto e deitado em meu colo, levantou-se e me beijou como se nunca tivesse beijado outro alguém. Meu coração disparou, estava mais claro do que nunca que eu o amava. Ficamos naquele banco da praça por horas e horas, contado histórias, rindo, parecendo que nos conhecemos naquele dia, e foi quase isso. Conheci uma parte dele que não conhecia, e acho que gostei dela. Porém quando percebemos que teríamos que ir embora ele me olhou e disse: você sabe que quando colocarmos o pé no chão ele nos engolirá e nos trará à realidade não é? , 'cairemos das nuvens', eu completei. Ao nos despedirmos ele me olhou e falou: sorte do homem que a tiver em mãos. Eu sorri e pensei em dizer: ele é você! , mas essa noite disse isso por si só, e como tudo que eu poderia ter dito e não disse, fui embora sem dizer realmente o amava.

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