As suas asas foram arrancadas.
Sei que suas lágrimas secaram de tanto limparem sua alma ferida. De eternidade em eternidade vejo você sentada no chão de mármore preto, costurando cada parte da alma que rasgou. De alguma forma, as lágrimas voltam. Um anjo toca tua face. Com as asas dele, o anjo te faz voar. Você passa por todos os lugares do universo. Você sorri e diz:
— Sabia que minha alma está brilhando lá nas estrelas?
O anjo responde que sim. Vocês passam pela Lua, passam mais uma uma eternidade no auge do eterno silêncio e, depois, vão tomar o líquido que as estrelas oferecem. O líquido do brilho. O anjo beija sua boca, te pega pela cintura com as delicadas mãos. Mãos macias e mãos de ferros — ao mesmo tempo. As línguas se transformam em tomadas. Um choque impactante ocorre no coração dos dois. Ele explode e o sangue se transforma em novas agulhas.
Novamente vejo você sentada na cadeira costurando a sua alma. As pessoas rasgaram muito a sua doce e meiga alma. Você costura e abraça o anjo, que te olha com um brilho nos olhos. O mesmo brilho das estrelas. Ele é a Lua em pessoa. Você mergulha na profundidade do olhos dele e costura a alma de várias pessoas machucadas internamente. Você recebe a luz das estrelas pelos olhos dele. O anjo sorri e, com isso, faz a eternidade se abrir para você. Para receber sua luz.
Receber suas mãos que costuram o coração e alma daqueles que sofrem. Os outros anjos te banham com lágrimas que sugam todo o sofrimento. Você não precisa mais costurar sua alma. Você não tem mais sentimentos. Percebo que o anjo e você se beijam, mas algo acontece. Seus sentimentos sumiram, certo? Com isso você matou ele.
Depressão na sua alma é o que mais tem hoje.
Por isso, te acaricio com as minhas mãos que acalmam tudo e todos.
domingo, 13 de junho de 2010
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